Cresce o número de empresas no país em 2024, mas salário médio fica estável
Imagem: IBGE
O número de empresas e organizações no Brasil cresceu 5,8% em 2024, atingindo a marca de 10,6 milhões de unidades, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do aumento de 600 mil empresas em relação a 2023, o salário médio mensal manteve-se estável, com variação de apenas 0,2%, passando de R$ 3.924,04 para R$ 3.932,45.
O contingente de pessoal assalariado cresceu 3,0% no período, totalizando 54,2 milhões de trabalhadores. Segundo Francisco Marta, coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE, o crescimento no número de empresas é impulsionado majoritariamente por negócios de pequeno porte, que possuem menor capacidade de absorção de mão de obra, gerando um descompasso entre a abertura de novos estabelecimentos e a evolução do emprego formal.
A desigualdade salarial permanece acentuada. Em 2024, o salário médio dos homens foi de R$ 4.206,00, enquanto o das mulheres ficou em R$ 3.608,04. Em relação à escolaridade, trabalhadores com nível superior receberam, em média, R$ 7.776,59, valor três vezes superior ao rendimento de quem não possui graduação, que foi de R$ 2.742,41.
Setorialmente, os maiores salários médios foram registrados em organismos internacionais, setor de eletricidade e gás e atividades financeiras. No entanto, essas áreas concentram apenas 2,6% do total de assalariados. A administração pública, embora represente uma parcela pequena das entidades, destaca-se por pagar os maiores salários médios e concentrar uma fatia significativa da massa salarial e da mão de obra com nível superior.
Regionalmente, o Sudeste concentra a maior parte das unidades locais (51,4%) e do pessoal assalariado (48,2%). O Distrito Federal registrou o maior salário médio mensal do país, equivalente a 4,1 salários mínimos, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro.
Este texto foi editado com apoio de inteligência artificial a partir de material publicado por IBGE, e revisado por curadoria humana antes da publicação. Consulte a matéria original.